A Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre está investigando três casos suspeitos de sarampo notificados em 2026 entre moradores da Capital. Uma quarta suspeita já foi descartada.
Por isso, a Vigilância ressalta a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada e ficar atento aos sintomas. A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, disponível gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em todas as unidades de saúde da cidade.
Imunização
Devem se vacinar pessoas que nunca receberam a vacina, que estão com o esquema incompleto ou sem comprovante de vacinação. A vacina tríplice viral não é recomendada para gestantes, porém lactantes podem recebê-la. Pessoas imunocomprometidas devem passar por avaliação médica antes da aplicação.
Esquema vacinal
- Pessoas entre 1 ano e menores de 5 anos: uma dose de tríplice viral com 1 ano de idade e uma dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
- Pessoas entre 5 anos e 29 anos que nunca foram vacinadas: devem fazer duas doses da tríplice viral, com intervalo de 1 mês entre as doses.
- Pessoas de 30 a 59 anos: devem fazer uma dose da tríplice viral.
- Profissionais da saúde, independentemente da idade: duas doses da vacina tríplice viral.
- Contatos de suspeita devem conferir a condição vacinal, independentemente da idade.
O sarampo
O vírus do sarampo circula em diversos países e os casos vêm aumentando no mundo. A doença é altamente transmissível: nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar ao ter contato com o vírus.
Em caso de febre e manchas vermelhas no corpo, tosse, coriza ou conjuntivite, especialmente após viagem internacional, é recomendado procurar atendimento médico imediatamente.
“Em período de férias escolares e aumento de viagens, especialmente ao exterior, é preciso atenção ao risco de sarampo. A doença é altamente contagiosa, pode evoluir para quadros graves e levar à morte, principalmente em crianças”, diz a Vigilância.
Transmissão e complicações
A transmissão do sarampo ocorre por via aérea, quando a pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira próxima de outras pessoas. Entre as complicações estão pneumonia, infecção de ouvido, inflamação no cérebro e, em casos graves, morte, principalmente em crianças.
No Rio Grande do Sul, o último óbito por sarampo foi em 1997. Em 2025, Porto Alegre confirmou um caso da doença em pessoa com histórico de viagem aos Estados Unidos como provável local de infecção.
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