Uma operação na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, localizada em Charqueadas, tem como objetivo desmantelar o uso de celulares por facções criminosas que coordenam atividades ilícitas a partir do interior da unidade. A ação foi iniciada nesta segunda-feira (1º) após uma varredura eletrônica revelar sinais ativos relacionados a 16 alvos identificados.
As investigações estão sendo realizadas em celas e em áreas estratégicas da penitenciária, incluindo os pavilhões onde se encontram líderes de organizações criminosas.
A operação é realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio Grande do Sul, com o suporte da Polícia Penal. Essa ação faz parte de uma mobilização nacional contra organizações criminosas e marca o lançamento do projeto Frequência Zero no estado.
Celulares eram usados para ordenar crimes
Segundo informações do MP-RS, as investigações apontaram que os dispositivos móveis eram utilizados para gerenciar o tráfico de drogas, comandar execuções, realizar extorsões a partir do cárcere e facilitar transferências financeiras entre as facções.
A varredura eletrônica anterior possibilitou que as buscas fossem direcionadas para locais críticos dentro da unidade prisional.
O ingresso de celulares na penitenciária ocorre por diversas maneiras, como o uso de drones e arremessos.
Projeto Frequência Zero
O projeto Frequência Zero tem como meta eliminar o uso de celulares no sistema prisional do Rio Grande do Sul.
A estratégia abrange o mapeamento eletrônico de sinais ilegais, a apreensão dos aparelhos e sua destruição definitiva através do cancelamento do IMEI em âmbito nacional.
Além disso, a iniciativa prevê colaboração com a Senappen, ações operacionais e medidas judiciais para extração de dados, incluindo informações armazenadas em nuvem.
