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Ministério Público do RS investiga irregularidades em tratamentos home care; Decisão judicial bloqueia R$ 12 milhões.

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul, através do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), iniciou, nesta quarta-feira (18), a Operação Gollum II. O foco da operação é a investigação de lavagem de dinheiro relacionada a um esquema de fraudes e desvios de recursos destinados a tratamentos de home care, além da identificação de novos membros da organização criminosa.

A ação resultou na execução de 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Passo Fundo, Canoas e Esteio, no Rio Grande do Sul, e em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Além disso, foi determinado judicialmente o bloqueio de cerca de R$ 12 milhões, em decorrência das movimentações financeiras identificadas na fase anterior da investigação.

Essa nova fase é resultado da análise das provas obtidas na Operação Gollum I, que descobriu um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao atendimento domiciliar de saúde em Passo Fundo. A investigação financeira e digital apontou fortes indícios de ocultação patrimonial do produto de crimes de estelionato contra o Estado.

Nesta etapa, 12 novos alvos – nove pessoas físicas e três empresas – estão sob investigação por crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. O Ministério Público do Rio Grande do Sul cumpriu os mandados de busca e apreensão com o objetivo de reunir documentos, registros contábeis, equipamentos eletrônicos e mídias que possam ajudar na reconstrução do fluxo financeiro do esquema criminoso.

O MP-RS contou com o apoio da Brigada Militar e do Gaeco do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), além da atuação conjunta da CAGE (Contadoria e Auditoria-Geral do Estado) e da PGE (Procuradoria-Geral do Estado).

Operação Gollum I

A primeira fase da operação foi realizada em 4 de dezembro de 2024, em Passo Fundo, quando o MP-RS desarticulou um esquema de fraudes no serviço de home care que desviava recursos do Estado e do IPE Saúde. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e a investigação identificou quatro núcleos criminosos formados por familiares, prestadores de serviços, advogados e colaboradores.

O trabalho resultou, em 13 de maio do ano passado, na denúncia de 23 envolvidos por crimes de organização criminosa, estelionato qualificado e falsidade ideológica, estabelecendo a base de provas que permitiu o avanço para a segunda fase da investigação.

O post MP-RS investiga fraudes e desvios de recursos de tratamentos home care; Justiça bloqueia R$ 12 milhões apareceu primeiro em Agora RS.

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