A Justiça decidiu que os três indivíduos acusados pelo desaparecimento e pela morte dos membros da família Aguiar, em Cachoeirinha, se tornarão réus. A determinação foi feita na última segunda-feira (4) pelo juiz Márcio Luciano Rossi Barbieri Homem, da 1ª Vara Criminal.
Os desaparecidos são Silvana Germann de Aguiar, sua mãe Dalmira Germann de Aguiar e seu pai Isail Vieira de Aguiar. Eles sumiram entre os dias 24 e 25 de janeiro.
Este processo está sob segredo de Justiça.
O ex-parceiro de Silvana, Cristiano Domingues Francisco, um policial militar de 39 anos, enfrenta acusações sérias, incluindo dois feminicídios, um homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.
Além disso, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) solicitou a destituição de Cristiano do cargo público e a proibição do exercício do poder familiar.
A atual parceira dele, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, também foi indiciada por sua participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de estar envolvida em ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho.
Wagner Domingues Francisco, irmão do réu principal, é acusado de ocultação de cadáveres, fraude processual e associação criminosa.
Motivação identificada
A denúncia sugere que os crimes estão ligados a desavenças relacionadas à guarda e convivência do filho de Silvana com seu ex-companheiro.
Além disso, o MP-RS aponta que a insatisfação com os limites impostos pela vítima pode ter sido um fator motivador para as ações criminosas.
Até o momento, os corpos das vítimas não foram encontrados.
