Na última segunda-feira (31), a Diretoria de Vigilância em Saúde de Porto Alegre emitiu um alerta epidemiológico à rede de saúde da cidade, destacando o risco de reintrodução de casos importados de sarampo. A medida foi motivada pelo aumento dos casos da doença em países vizinhos ao Brasil e no estado de São Paulo, onde já foram confirmados 23 casos importados neste ano.
“Diante do fluxo constante de viagens entre Porto Alegre e o Sudeste, é essencial que as pessoas mantenham suas vacinas em dia e, caso apresentem sintomas compatíveis com a doença, busquem atendimento médico imediatamente”, alertou a Vigilância.
É fundamental que os profissionais de saúde fiquem atentos aos sinais da doença, especialmente em indivíduos que tenham viajado recentemente, seja para o Sudeste brasileiro ou para outros países, principalmente aqueles onde o vírus ainda circula. O sarampo é uma doença altamente contagiosa; estima-se que nove em cada dez pessoas não vacinadas podem contrair a infecção ao entrarem em contato com o vírus.
A vacina contra o sarampo é considerada segura e eficaz, disponível sem custos em todas as unidades de saúde da cidade para indivíduos com até 59 anos por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). O esquema vacinal varia conforme a faixa etária. Renata Capponi, enfermeira responsável pela Equipe de Imunizações na Vigilância em Saúde municipal, enfatiza a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada e estar atento aos sintomas. Apenas o registro da dose serve como comprovação da vacinação.
Se houver febre acompanhada de manchas vermelhas na pele, além de tosse, coriza ou conjuntivite — principalmente após viagens internacionais ou para áreas com circulação do vírus — é recomendado buscar atendimento médico imediatamente.
Quem deve se vacinar?
Devem receber a vacina aqueles que nunca foram imunizados, que possuem esquema vacinal incompleto ou que não têm comprovante de vacinação. A aplicação da vacina não é recomendada para gestantes. Indivíduos imunocomprometidos devem consultar um médico antes da vacinação. Cada situação específica será avaliada nas unidades de saúde.
No Rio Grande do Sul, o último caso fatal por sarampo ocorreu em 1997. Em 2025, Porto Alegre registrou um caso da doença em uma pessoa que havia viajado para os Estados Unidos, local provável de infecção. Até 2026, não há relatos confirmados na capital.
Esquema vacinal:
- Crianças entre 1 e 4 anos: precisam tomar uma dose da tríplice viral aos 1 ano e uma dose da tetra viral aos 15 meses.
- Indivíduos com idades entre 5 e 29 anos que nunca foram vacinados: devem receber duas doses da tríplice viral com intervalo de 30 dias entre elas.
- Pessoas com idades entre 30 e 59 anos: devem tomar uma dose da tríplice viral.
- Profissionais da saúde: independentemente da idade, precisam receber duas doses da vacina tríplice viral.
- Contatos próximos com suspeitas devem verificar sua condição vacinal sem restrição quanto à idade.
Cobertura vacinal
A cobertura vacinal até junho deste ano foi calculada em 87,1% para a primeira dose e 69,5% para a segunda dose entre bebês com um ano. Durante todo o ano de 2025, as taxas foram de 91% para a primeira dose e 77% para a segunda dose.
Em 2026, Porto Alegre administrou um total de 24.479 doses das vacinas tríplice e tetra viral abrangendo todas as faixas etárias e estratégias vacinais utilizadas na cidade.
O post Porto Alegre: Vigilância alerta sobre risco de reintrodução do sarampo foi publicado pela primeira vez aqui.
