Nesta quarta-feira (1º), a Petrobras revelou uma redução de 14,5% no preço de venda do querosene de aviação (QAV). O ajuste nos preços do combustível para as distribuidoras ocorre mensalmente, e essa é a segunda queda consecutiva desde julho.
Com essa alteração, o preço do litro do combustível caiu R$ 0,81. Nas refinarias da estatal, o novo valor varia entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro.
Segundo a empresa, essa diminuição nos preços foi facilitada pela “atenuação” dos impactos que o conflito no Oriente Médio causou sobre os valores internacionais dos derivados de petróleo.
No entanto, ao longo do ano, o custo do QAV utilizado em aviões e helicópteros aumentou 40,5% em comparação com o final de 2025. Isso equivale a um acréscimo de R$ 1,39 por litro.
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, provocou desajustes na cadeia logística da indústria petrolífera, resultando em aumentos significativos nos preços.
A principal causa desse cenário foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes do conflito, cerca de 20% da produção global de petróleo e gás transitava por essa região. A diminuição na oferta de petróleo no mercado elevou os preços.
Embora o Brasil seja um produtor de petróleo, seus derivados são considerados commodities, ou seja, têm preços determinados pelo mercado internacional devido à sua comercialização em grandes volumes.
Desempenho recente
No mês de abril, a Petrobras implementou um aumento de 55% no QAV. Em maio houve um acréscimo adicional de 18%. Para minimizar o impacto dessa elevação nos custos das empresas aéreas, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho, a companhia já havia reduzido o preço do QAV em 14,2%.
A diminuição dos efeitos da guerra levou também à decisão do governo federal de iniciar a retirada dos subsídios (uma forma de reembolso) para as empresas que produzem e importam combustíveis. Essa ação visava evitar um choque nos preços para os consumidores finais.
Mercado e distribuição
A Petrobras fornece às distribuidoras tanto o QAV produzido nas suas refinarias quanto aquele que é importado. Após adquirir o combustível, as distribuidoras são responsáveis pelo transporte e pela venda para companhias aéreas e outros clientes finais nos aeroportos ou para revendedores.
A estatal detém aproximadamente 85% da produção total do QAV; no entanto, o setor é aberto à concorrência livre, permitindo que outras empresas atuem como produtoras ou importadoras.
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