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Ex-secretária de Canoas é solta após decisão judicial em caso de eutanásia não autorizada

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A revogação da prisão preventiva de Paula Lopes, ex-secretária municipal de Bem-Estar Animal de Canoas, foi determinada pela Justiça. Ela é acusada em um processo relacionado a eutanásia ilegal de cães e gatos e outros delitos associados a maus-tratos a animais domésticos.

A decisão, proferida pela Vara Regional Ambiental da Comarca de Porto Alegre, impõe uma série de medidas cautelares. Paula está proibida de ter animais sob sua responsabilidade, mesmo em sua residência, e não poderá realizar atividades como recolhimento, transporte, guarda, abrigo ou tratamento de animais domésticos ou domesticados.

Além disso, a ex-secretária não poderá se comunicar com os demais réus e testemunhas do caso e está vetada de frequentar a Secretaria Municipal do Bem-Estar Animal de Canoas, bem como as dependências do Instituto Paula Lopes e abrigos relacionados aos envolvidos nas investigações. A decisão ainda estipula que ela não pode se ausentar da comarca onde reside por mais de oito dias sem autorização judicial e que deve comparecer mensalmente ao juízo.

No momento da revogação da prisão, o juízo considerou que Paula não ocupa mais um cargo público e que a estrutura física mencionada na denúncia já foi desmantelada. Um relatório técnico anexado à decisão indicou que as instalações do instituto foram desocupadas e que não existem mais animais sob a responsabilidade da ré.

A análise judicial também levou em conta que Paula é primária, possui residência fixa e demonstrou um comportamento adequado durante o andamento do processo. A avaliação concluiu que os riscos que fundamentaram sua prisão preventiva foram significativamente diminuídos.

Prisão da ex-secretária

Paula Lopes foi detida no dia 15 de junho durante a segunda fase da Operação Carrasco, ao lado de dois veterinários. Naquela ocasião, a Polícia Civil revelou um esquema fraudulento de eutanásia envolvendo cães e gatos, associado à arrecadação de valores via Pix para tratamentos que não teriam sido realizados.

A denúncia foi formalmente recebida pela Justiça em 1º de julho, mantendo naquele momento a prisão preventiva da ex-secretária. Esta ação representa um desdobramento da Operação Carrasco, que investiga crimes como maus-tratos, associação criminosa e estelionato relacionados a animais domésticos.

O conteúdo sobre a Justiça revogar a prisão da ex-secretária de Canoas envolvida em caso de eutanásia ilegal foi atualizado.

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