O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), iniciou hoje a Operação Gollum II. O objetivo da ação é investigar lavagem de dinheiro relacionada a um esquema de fraudes e desvios de recursos destinados a tratamentos de home care, além de identificar novos membros da organização criminosa.
A operação realizou 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Passo Fundo, Canoas e Esteio, no Rio Grande do Sul, e em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 12 milhões, relacionados a movimentações financeiras identificadas na fase anterior da investigação.
Esta etapa é resultado da análise das provas coletadas na Operação Gollum I, que expôs um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao atendimento domiciliar de saúde em Passo Fundo. A investigação financeira e digital apontou indícios de ocultação patrimonial dos lucros obtidos com crimes de estelionato contra o Estado.
Nesta segunda fase, 12 novos alvos – nove indivíduos e três empresas – estão sendo investigados por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. O Ministério Público cumpriu os mandados de busca e apreensão com o intuito de reunir documentos, registros contábeis, dispositivos eletrônicos e mídias que possam ajudar a rastrear o fluxo financeiro do esquema criminoso.
O MP-RS contou com o apoio da Brigada Militar e do Gaeco do Ministério Público de Santa Catarina, além da atuação conjunta da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado e da Procuradoria-Geral do Estado.
Operação Gollum I
A primeira fase da operação ocorreu em 4 de dezembro de 2024, em Passo Fundo, onde o MP-RS desmantelou um esquema de fraudes no serviço de home care que desviava recursos do Estado e do IPE Saúde. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e a investigação identificou quatro grupos criminosos formados por familiares, prestadores de serviços, advogados e colaboradores.
Esse trabalho resultou, em 13 de maio do ano passado, na denúncia de 23 envolvidos pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado e falsidade ideológica, estabelecendo a base probatória que permitiu a continuação da investigação.
O MP-RS está investigando fraudes e desvios de recursos destinados a tratamentos de home care, resultando no bloqueio judicial de R$ 12 milhões.
