Na última quinta-feira (2), a DVS (Diretoria de Vigilância em Saúde de Porto Alegre) divulgou uma comunicado oficial e um aviso epidemiológico para a população da capital. A medida foi tomada após a confirmação de cinco casos de sarampo no estado de São Paulo.
No Brasil, foram registrados oito casos da doença em 2026, sendo sete deles em São Paulo e um no Rio de Janeiro. A DVS ressalta que, devido ao intenso fluxo de viagens entre Porto Alegre e as regiões Sudeste, é essencial que os cidadãos verifiquem sua situação vacinal. Aqueles que apresentarem sintomas relacionados ao sarampo devem buscar atendimento médico imediatamente.
A enfermeira Patrícia Conzatti, responsável pela Vigilância Epidemiológica municipal, alertou: “É fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos aos sinais da doença, especialmente em pacientes com histórico recente de viagens ao Sudeste ou ao exterior, principalmente para países onde o vírus está ativo, como os três que sediarão a Copa do Mundo de Futebol: México, Estados Unidos e Canadá.” Nesses locais, surtos da doença estão em andamento.
Sobre a doença e a vacina
O sarampo é altamente contagioso; cerca de 90% das pessoas não vacinadas podem contrair o vírus ao entrarem em contato com alguém infectado.
A vacina contra o sarampo é segura e eficaz, estando disponível sem custo nas unidades de saúde da cidade para indivíduos até 59 anos através do SUS. O esquema vacinal varia conforme a idade. Renata Capponi, chefe da Equipe de Imunizações na Vigilância em Saúde municipal, enfatiza a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada e estar atento aos sintomas. O registro da vacina serve como comprovação da aplicação.
Se houver febre acompanhada de manchas vermelhas no corpo, juntamente com tosse, coriza ou conjuntivite — especialmente após viagens internacionais ou para áreas com circulação do vírus — é recomendado procurar atendimento médico sem demora.
Imunização
Pessoas que nunca foram vacinadas ou que possuem o esquema vacinal incompleto devem se vacinar. A imunização é contraindicada para gestantes; já as lactantes podem receber a tríplice viral. Indivíduos imunocomprometidos precisam passar por avaliação médica antes da vacinação. Cada caso específico será analisado individualmente nas unidades de saúde.
No estado do Rio Grande do Sul, o último registro de óbito por sarampo ocorreu em 1997. No ano passado (2025), Porto Alegre confirmou um caso da doença em um indivíduo que havia viajado aos Estados Unidos, local onde provavelmente contraiu o vírus. Até agora, não há relatos de casos na capital em 2026.
Esquema vacinal:
- Crianças entre 1 e 4 anos: uma dose da tríplice viral ao completar 1 ano e outra dose da tetra viral aos 15 meses.
- Indivíduos entre 5 e 29 anos que não tenham recebido a vacina: devem tomar duas doses da tríplice viral com intervalo mínimo de um mês entre elas.
- Pessoas com idades entre 30 e 59 anos: devem receber uma única dose da tríplice viral.
- Profissionais da saúde devem se imunizar com duas doses da tríplice viral independentemente da idade.
- Contatos suspeitos devem verificar seu status vacinal independentemente da idade.
A cobertura vacinal no Brasil para a primeira dose chegou a 91% entre bebês com um ano de idade em 2025, enquanto a segunda dose alcançou apenas 77%. Em 2026, foram administradas 13.400 doses da vacina tríplice viral em Porto Alegre abrangendo todas as faixas etárias e estratégias vacinais.
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